quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Saúde

Como aproveitar o litoral de Alagoas com hidratação e proteção solar

Para curtir o litoral de Alagoas com mais segurança, é importante manter a ingestão de líquidos, evitar os horários de maior intensidade solar e reaplicar o protetor após entrar na água ou suar. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas exigem atenção redobrada.

Passar o dia na praia exige mais do que escolher um local para estender a canga. No litoral de Alagoas, a combinação de sol, calor, vento, atividade física e contato frequente com a água pode aumentar a perda de líquidos e a exposição à radiação ultravioleta. Por isso, hidratação e proteção solar devem fazer parte do planejamento antes mesmo de sair de casa.

O Ministério da Saúde recomenda a ingestão constante de líquidos durante passeios e viagens. Também orienta evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, buscar sombra, usar roupas adequadas, chapéu ou boné, óculos escuros e protetor solar conforme as orientações do fabricante. Essas medidas não impedem o lazer, mas reduzem riscos como desidratação, insolação e queimaduras.

Comece os cuidados antes de chegar à praia

A proteção deve começar antes da exposição ao sol. Quem pretende passar várias horas ao ar livre pode separar uma garrafa de água, chapéu ou boné, óculos com proteção contra raios ultravioleta, roupas leves e um guarda-sol ou outro recurso que ofereça sombra.

Também é importante aplicar o protetor solar antes de sair de casa, cobrindo as áreas que ficarão expostas. A aplicação deve incluir rosto, pescoço, orelhas, nuca, braços, mãos, pernas e pés. Os lábios também precisam de produto específico quando houver exposição prolongada.

O filtro solar deve ser escolhido de acordo com as orientações do rótulo e usado como parte de uma estratégia mais ampla. Ele não substitui a sombra, as roupas, o chapéu ou a redução do tempo de exposição. Mesmo pessoas com pele negra precisam manter esses cuidados, porque também podem sofrer queimaduras, danos oculares e câncer de pele.

Evite os horários de maior intensidade solar

Entre 10h e 16h, os raios solares costumam ser mais intensos. O Instituto Nacional de Câncer recomenda evitar a exposição prolongada nesse período e procurar lugares com sombra sempre que possível. A recomendação vale mesmo quando o céu está nublado, já que a radiação ultravioleta pode atravessar as nuvens.

Na prática, uma alternativa é organizar atividades como caminhadas, passeios e brincadeiras na areia para o início da manhã ou o fim da tarde. Quando a permanência na praia ocorrer no meio do dia, é importante fazer pausas frequentes em local coberto ou sombreado e reduzir o tempo de exposição direta.

O guarda-sol ajuda, mas não bloqueia toda a radiação refletida pela areia e pela água. Por isso, permanecer embaixo dele não elimina a necessidade de usar roupas, chapéu, óculos e protetor solar.

Como manter a hidratação durante o passeio

A sede nem sempre aparece no início da desidratação. Por isso, o ideal é beber líquidos em intervalos regulares, sem esperar o corpo dar sinais de alerta. A água deve ser a principal bebida ao longo do dia. Água de coco e sucos naturais também podem fazer parte da hidratação, desde que não substituam todos os líquidos e sejam consumidos com moderação.

Quem vai praticar atividade física, caminhar por longos trechos ou permanecer muitas horas sob o calor deve redobrar a atenção. O Ministério da Saúde recomenda ingerir líquidos antes, durante e depois de exercícios realizados no verão.

Bebidas alcoólicas exigem cuidado. O consumo excessivo pode favorecer a desidratação e reduzir a percepção de sinais como cansaço, tontura e fraqueza. Além disso, pode aumentar a exposição ao sol e dificultar decisões importantes, como buscar sombra ou interromper uma atividade.

Frutas e outros alimentos leves também ajudam a compor a rotina do passeio. Melancia, laranja, melão, abacaxi e outras frutas têm alto teor de água, mas não substituem a ingestão regular de líquidos.

Protetor solar: aplicação correta faz diferença

O protetor solar precisa ser aplicado em quantidade suficiente e reaplicado ao longo do dia. A orientação geral dos órgãos de saúde é reaplicar o produto a cada duas horas de exposição contínua e sempre depois de entrar na água, nadar, secar-se com toalha ou suar intensamente, seguindo também as instruções da embalagem.

O produto deve ser espalhado de maneira uniforme, sem esquecer regiões que costumam ficar desprotegidas, como orelhas, nuca, mãos, peito dos pés e parte superior dos ombros. A aplicação deve ocorrer antes da exposição solar, respeitando o tempo indicado pelo fabricante.

Produtos resistentes à água não são permanentes. O contato com o mar, a piscina, o suor e a toalha pode reduzir a camada de proteção. Por isso, a reaplicação continua necessária mesmo quando o rótulo informa resistência à água.

O fator de proteção solar, conhecido como FPS, indica principalmente a proteção contra queimaduras provocadas pela radiação UVB. É importante verificar se o produto também oferece proteção contra UVA e se é adequado ao tipo de pele. Pessoas com histórico de queimaduras, pele muito clara, muitas pintas ou histórico familiar de câncer de pele devem conversar com um profissional de saúde sobre os cuidados mais indicados.

Roupas, chapéus e óculos reforçam a proteção

Roupas leves, de preferência que cubram parte do corpo, ajudam a diminuir a exposição direta. Camisas de manga longa, tecidos com proteção ultravioleta, chapéus de abas largas e bonés podem proteger áreas que frequentemente ficam vulneráveis, como rosto, pescoço e ombros.

Os óculos escuros devem oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. O acessório ajuda a reduzir a exposição dos olhos e da região ao redor deles, que também pode sofrer efeitos da radiação solar.

Para crianças, a atenção deve ser ainda maior. A exposição excessiva durante a infância e a adolescência contribui para o risco acumulado de problemas relacionados ao sol ao longo da vida. Além do protetor, os responsáveis devem priorizar sombra, roupas, chapéus e intervalos fora da areia.

Quem precisa de cuidado redobrado

Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com baixa imunidade podem sofrer consequências mais graves do calor e da exposição prolongada ao sol. Esses grupos devem permanecer menos tempo sob o sol direto, fazer pausas em locais ventilados e manter a ingestão de líquidos.

Pessoas que usam medicamentos de forma contínua devem verificar com um profissional de saúde se existe alguma recomendação específica relacionada ao calor, à exposição solar ou à hidratação. Também é prudente evitar atividades intensas nos horários mais quentes, especialmente quando o passeio envolver longas caminhadas ou esportes na areia.

Sinais de desidratação e insolação

Fraqueza, sede intensa, boca seca, dor de cabeça, tontura, náusea, cansaço fora do habitual e redução da urina podem indicar que o corpo está perdendo mais líquidos do que consegue repor. Ao perceber esses sinais, a pessoa deve interromper a atividade, ir para um local fresco e sombreado e começar a beber líquidos, se estiver consciente e puder engolir normalmente.

A insolação pode ocorrer após exposição prolongada ao calor e ao sol. Os sintomas podem incluir dor de cabeça intensa, tontura, náusea, confusão, alteração do estado de consciência e temperatura corporal elevada. Em situações graves, pode haver desmaio, convulsão ou dificuldade para responder.

Em caso de sinais intensos, piora rápida, desmaio, confusão ou dificuldade para respirar, é necessário buscar atendimento de urgência. Enquanto o socorro não chega, a pessoa deve ser levada para um lugar fresco, ventilado e protegido do sol. Não se deve oferecer líquidos a alguém inconsciente ou com dificuldade para engolir.

O que fazer em caso de queimadura solar

A pele avermelhada, quente, dolorida ou com bolhas pode indicar queimadura solar. A primeira medida é interromper a exposição e manter a pessoa em local protegido. Banhos com água fresca podem aliviar o desconforto, mas não é recomendado estourar bolhas ou aplicar produtos caseiros sobre a pele.

Queimaduras extensas, com muitas bolhas, dor intensa, febre, mal-estar, sinais de infecção ou ocorrência em crianças pequenas merecem avaliação profissional. Também é importante procurar atendimento quando a queimadura atingir olhos, rosto ou áreas muito sensíveis.

Checklist para um dia de praia mais seguro

  • Leve água e beba em intervalos regulares;
  • Evite permanecer sob o sol direto entre 10h e 16h;
  • Use protetor solar nas áreas expostas e reaplique conforme o rótulo, após entrar na água ou suar;
  • Proteja rosto, pescoço, orelhas, mãos e pés;
  • Use chapéu ou boné, óculos com proteção UV e roupas adequadas;
  • Faça pausas frequentes na sombra ou em local coberto;
  • Modere o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Observe crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas;
  • Interrompa o passeio diante de tontura, fraqueza, dor de cabeça intensa ou confusão.

Com planejamento, é possível aproveitar as praias e os demais espaços ao ar livre de Alagoas sem transformar o passeio em um risco à saúde. A combinação de hidratação frequente, proteção física, uso correto do protetor solar e redução da exposição nos horários mais quentes é a forma mais segura de curtir o litoral.