quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Saúde

Exposição ao sol nas praias exige cuidados com a pele em Alagoas

A exposição ao sol nas praias de Alagoas exige cuidados permanentes com a pele. Veja como usar o protetor solar, quais horários evitar, como proteger crianças e quais sinais indicam a necessidade de atendimento médico.

A exposição ao sol nas praias exige cuidados contínuos com a pele, especialmente em períodos de calor intenso. Em Alagoas, onde atividades ao ar livre fazem parte da rotina de moradores e turistas, o uso correto do protetor solar deve ser combinado com sombra, roupas adequadas, chapéu, óculos escuros e hidratação.

A radiação ultravioleta pode provocar vermelhidão, dor, queimaduras, envelhecimento precoce, lesões nos olhos e aumento do risco de câncer de pele. A proteção também é necessária em dias nublados, porque a presença de nuvens não elimina a radiação ultravioleta. Orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde recomendam evitar a exposição prolongada e adotar diferentes barreiras de proteção.

Quais são os principais riscos do sol para a pele?

O excesso de radiação ultravioleta pode causar danos imediatos e cumulativos. A queimadura solar costuma provocar pele avermelhada, quente, dolorida e sensível. Em casos mais intensos, podem surgir bolhas, descamação e mal-estar.

O problema não se limita à queimadura. A exposição repetida ao sol contribui para o fotoenvelhecimento, caracterizado pelo aparecimento de manchas, linhas e perda de elasticidade. Ao longo dos anos, também pode favorecer o desenvolvimento de câncer de pele, principalmente nas áreas mais expostas, como rosto, orelhas, pescoço, nuca, braços e pernas.

Qualquer pessoa pode sofrer danos provocados pelo sol. Pessoas de pele clara, com olhos claros, albinismo, vitiligo, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele e aquelas que usam medicamentos imunossupressores precisam de atenção especial. Pessoas negras também devem adotar medidas de proteção, pois a maior quantidade de melanina não elimina o risco de queimaduras, manchas, lesões e câncer de pele.

Evite o período de maior intensidade solar

O horário entre 10h e 16h é considerado o período de maior atenção para a exposição solar. Sempre que possível, a recomendação é organizar o passeio na praia para reduzir o tempo sob o sol nesses horários.

Quando não for possível evitar a exposição, procure permanecer em áreas cobertas e use roupas que cubram a pele. O guarda-sol ajuda, mas não bloqueia completamente a radiação ultravioleta. Parte dos raios pode chegar à pele por meio da radiação espalhada e da reflexão na areia e na água.

A sombra deve ser combinada com outras medidas, como camiseta, chapéu de abas largas, óculos com proteção contra raios UVA e UVB e protetor solar nas áreas descobertas.

Como usar o protetor solar corretamente

O protetor solar deve ter proteção de amplo espectro, ou seja, contra os raios UVA e UVB. Para atividades ao ar livre, a Organização Mundial da Saúde recomenda produto com fator de proteção solar, o FPS, de pelo menos 30. A escolha também deve considerar as orientações do rótulo e as características da pele.

Aplique o produto antes de sair de casa, cobrindo todas as áreas expostas. É importante não esquecer orelhas, nuca, pescoço, mãos, pés, ombros, colo e a parte superior dos lábios. O protetor labial com proteção solar ajuda a proteger essa região, que também fica exposta durante o passeio.

  • Espalhe o produto de maneira uniforme, sem deixar áreas descobertas.
  • Reaplique a cada duas horas durante a exposição ao sol.
  • Faça nova aplicação depois de entrar no mar, nadar, praticar atividade física ou suar intensamente.
  • Mesmo os produtos classificados como resistentes à água precisam ser reaplicados conforme as instruções do fabricante.
  • Não use o protetor solar para prolongar o tempo de permanência sob o sol.

A quantidade aplicada interfere diretamente na proteção oferecida. Uma camada muito fina pode reduzir a eficácia indicada na embalagem. O filtro solar é uma das medidas de proteção, mas não substitui a sombra, as roupas e a redução do tempo de exposição.

Roupas, chapéu e óculos também protegem

Roupas de tecido mais fechado ajudam a reduzir a passagem da radiação ultravioleta. Camisetas de manga longa, saídas de praia, calças leves e peças com fator de proteção ultravioleta podem ser úteis quando a pessoa ficará muitas horas ao ar livre.

O chapéu de abas largas protege o rosto, as orelhas e a nuca com mais eficiência do que bonés de aba curta. Os óculos de sol devem ter proteção contra raios UVA e UVB. Além de proteger a pele ao redor dos olhos, ajudam a reduzir a exposição ocular à radiação.

É importante lembrar que roupas molhadas, esticadas ou desgastadas podem oferecer menor proteção. Por isso, em períodos longos na praia, a combinação de vestuário adequado, sombra e protetor solar continua sendo necessária.

Cuidados com crianças e idosos

Crianças precisam de atenção especial porque os efeitos da exposição solar podem se acumular ao longo da vida. Bebês e crianças pequenas devem permanecer protegidos da exposição direta sempre que possível, com uso de sombra, roupas adequadas e chapéu.

O produto utilizado em crianças deve seguir a indicação do rótulo e a orientação do pediatra ou dermatologista, especialmente quando houver histórico de alergia ou pele sensível. A aplicação deve ser supervisionada por um adulto para evitar que áreas importantes sejam esquecidas.

Idosos também podem apresentar maior vulnerabilidade ao calor e à desidratação. A permanência prolongada na praia deve ser intercalada com períodos de descanso em local fresco, ingestão de água e redução da exposição nos horários mais quentes.

Hidratação ajuda a prevenir problemas relacionados ao calor

O calor, a atividade física, o vento e a permanência prolongada na praia aumentam a perda de líquidos. Por isso, é importante beber água regularmente, mesmo antes de sentir sede. Água de coco e outras bebidas não alcoólicas podem fazer parte da hidratação, mas não substituem a necessidade de água.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas merece atenção porque pode contribuir para a desidratação e dificultar a percepção dos sinais de mal-estar. Também é recomendável fazer pausas em áreas de sombra e evitar atividades físicas intensas nos períodos mais quentes.

Dor de cabeça, tontura, náusea, fraqueza, pele muito quente, alteração da visão e confusão mental podem indicar agravamento relacionado ao calor. De acordo com o Ministério da Saúde, sinais de insolação exigem a interrupção imediata da exposição e busca por atendimento médico, principalmente quando há desmaio, convulsão, dificuldade para respirar ou alteração da consciência.

O que fazer em caso de queimadura solar

Ao perceber vermelhidão, ardor ou dor depois da praia, a pessoa deve interromper a exposição ao sol e permanecer em ambiente fresco. Banhos com água fresca podem aliviar o desconforto. A hidratação também é importante para o bem-estar geral.

Não estoure bolhas, não puxe a pele que está descamando e não aplique produtos caseiros ou medicamentos sem orientação profissional. Quando houver bolhas extensas, dor intensa, febre, calafrios, vômitos, sinais de desidratação, queimadura em crianças pequenas ou lesões em áreas sensíveis, é necessário procurar um serviço de saúde.

Uma queimadura não deve ser usada como referência para avaliar se o tempo de exposição foi seguro. Mesmo quando não há vermelhidão imediata, a radiação ultravioleta pode causar danos cumulativos. A melhor estratégia é prevenir a exposição excessiva todos os dias.

Quando procurar avaliação médica

Manchas, feridas que não cicatrizam, alterações em pintas, sangramentos, coceira persistente ou lesões que mudam de tamanho, cor ou formato devem ser avaliadas por um profissional de saúde. A observação regular da própria pele ajuda a identificar alterações, mas não substitui a consulta com dermatologista.

Pessoas com histórico de câncer de pele, muitas pintas, queimaduras solares frequentes ou exposição ocupacional ao sol podem precisar de acompanhamento individualizado. O profissional poderá indicar a frequência das avaliações e orientar produtos adequados para cada caso.

Checklist para levar à praia

  • Protetor solar de amplo espectro, com FPS 30 ou maior.
  • Protetor labial com proteção solar.
  • Chapéu de abas largas ou outro acessório que cubra a cabeça.
  • Óculos escuros com proteção contra raios UVA e UVB.
  • Camiseta, saída de praia ou roupa com proteção adequada.
  • Guarda-sol ou outro recurso para criar sombra.
  • Água para consumo durante o passeio.
  • Toalha ou roupa seca para trocar depois de sair do mar.

A exposição ao sol nas praias pode fazer parte do lazer com mais segurança quando o cuidado começa antes de chegar à areia. Reduzir o tempo sob o sol intenso, usar barreiras físicas, aplicar corretamente o protetor solar e observar sinais de mal-estar são medidas simples que ajudam a proteger a pele durante os passeios em Alagoas e em outras regiões.

Conteúdo informativo: as orientações não substituem avaliação médica. Em caso de sintomas intensos, queimaduras extensas ou dúvidas sobre o uso de produtos, procure um serviço de saúde.